REUNIÃO DA UNIÃO GERAL DE TRABALHADORES DE VIANA DO CASTELO COM A COMISSÃO DE ECONOMIA E OBRAS PUBLICAS DA ASSEMBLEIA DA REPÚBLICA

A União Geral de Trabalhadores de Viana do Castelo reuniu esta semana com a Comissão de Economia e Obras Públicas, no âmbito de uma visita desta Comissão ao distrito de Viana do Castelo.

Nesta reunião, o Secretariado Distrital da União Geral de Trabalhadores de Viana do Castelo teve oportunidade de explanar aos elementos desta comissão as suas preocupações para com a região do Alto Minho, no que diz respeito ao desemprego, à precariedade e à ausência de iniciativas que promovam o desenvolvimento económico da região.

 

Entre vários assuntos foram focados os seguintes aspectos:

Aumento do desemprego acima da média nacional e da pobreza

A região do Alto Minho tem sido fortemente afetada pelo aumento do desemprego, devendo-se esta situação sobretudo ao emagrecimento ou desaparecimento das empresas na sequência da perca de poder de compras das famílias. Existem casais e famílias desempregados, sem perspetivas futuras de empregabilidade.

 

Necessidade de implementação de medidas com vista ao crescimento económico

São necessárias para a região do Alto Minho medidas que impulsionem a economia e que originem criação de postos de trabalho, pois o Alto Minho tem enormes potencialidades e recursos (mar, rio, campo, gastronomia, tradições, património cultural, beleza natural e arquitetónica e as pessoas). É necessário captação de investimento, medidas que os incentivem à criação do próprio emprego e outros mecanismos que proporcionem o tão necessário crescimento.

 

Promover a região do Alto Minho e melhorar as acessibilidades

Sendo o Alto Minho uma região privilegiada pelo Mar e Montanha, rica em tradições e costumes considera-se que deveriam ser divulgadas e promovidas todas estas suas atratividades a nível nacional e europeu, com a marca “Alto Minho”, marca essa que já teve alguma notoriedade num passado recente.

As acessibilidades devem ser melhoradas, porque não pensar em proporcionar a Viana do Castelo um Alfa Pendular...

 

Scuts/A28

A existência de portagens nas SCUTT e a complicada e pouco forma de pagamento, provocou um decréscimo de turistas espanhóis, o qual tem um impacto brutal na economia local, sendo desta forma uma medida deficitária e prejudicial para Portugal que exige a necessária retificação.

O pórtico de Neiva (logo à entrada de Viana do Castelo) é um abuso e falta de respeito pelos trabalhadores, pois é uma “caça” a todos aqueles que têm a necessidade de efetuar esse trajeto para irem trabalhar, pagando um preço exorbitante por uma curta distância. A União Geral de Trabalhadores de Viana do Castelo pediu que a Comissão de Economia tomasse as devidas diligências para que o referido pórtico fosse alterado de local a fim de que o percurso para a zona Industrial de Neiva não seja taxada.

 

Estaleiros Navais de Viana do Castelo

Pelos postos de trabalho e por tudo o que os ENVC representam para a cidade de Viana do Castelo, para a região e para Portugal, é urgente que a solução encontrada seja aquela que garanta a melhor sustentabilidade dos ENVC, e de preferência que não exista necessidade de “injeções” de dinheiros dos impostos dos portugueses.

 

Privatização de serviços Públicos – águas e resíduos sólidos

A privatização é vista com muita preocupação e existe pouca informação acerca do processo (nomeadamente, a alteração da sua natureza para uma empresa comercial e consequente aumento dos custos dos serviços prestados a médio e longo prazo). Apoiar a hipótese dos acionistas (Câmaras Municipais) adquirirem a maioria do capital social das empresas multimunicipais pertencente aos acionistas EGF- Empresa Geral do Fomento e Águas de Portugal, deve ser encarada como a melhor solução para defender o interesse público.

A União Geral de Trabalhadores de Viana do Castelo, fez conhecer assim à Comissão de Economia e Obras Públicas que só com Crescimento e Emprego será possível ultrapassar a crise e diminuir o insustentável nível de desemprego que a região do Alto Minho atravessa.

Só conhecendo os problemas e dificuldades locais, as suas caraterísticas, potencialidades, recursos e riquezas, só desta forma poderão ser tomadas medidas eficazes e ajustadas ao contexto envolvente.

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